



Janeiro chega ao fim e com ele a semana com mais mortes pela covid-19 até o momento em 2021. Com 7.500 registros, o total de óbitos nesta semana epidemiológica só foi superado entre os dias 19 e 25 de julho de 2020, quando foram registrados 7.714 óbitos. Os dados são do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).
Ainda segundo a Conass, o Brasil registrou 1.279 mortes e 58.462 novas infecções nas últimas 24 horas. Está em 9.176.975 o número de brasileiros que adquiriram o novo coronavírus ao longo da pandemia, que segue em movimento acelerado em todas as regiões do país. Já o número total de mortes alcança um total de 223.945 registros.
Os dados alarmantes divulgados neste sábado (30) chegam um dia após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receber o pedido de registro definitivo da vacina Oxford/AstraZeneca ,produzida pela Universidade Oxford e pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O registro definitivo é diferente da autorização de uso emergencial, que já foi obtida pelo consórcio. O processo de avaliação pode chegar a 60 dias.
Ao todo, a Fiocruz já entregou 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, que foram importadas da Índia. A fundação aguarda agora a chegada de lotes de insumos para a produção de novos lotes. A perspectiva da Fiocruz é que até julho deste ano sejam fabricadas 100,4 milhões de doses.
Saiba o que é o novo coronavírus
É uma vasta família de vírus que provocam enfermidades em humanos e também em animais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que tais vírus podem ocasionar, em humanos, infecções respiratórias como resfriados, entre eles a chamada “síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS)”.
Também pode provocar afetações mais graves, como é o caso da Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS). A covid-19, descoberta pela ciência mais recentemente, entre o final de 2019 e o início de 2020, é provocada pelo que se convencionou chamar de “novo coronavírus”.
Como ajudar quem precisa?
A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.
No site Brasil de Fato
O papa Francisco encontrou-se com David M. Beasley, diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2020. No mesmo dia em que Beasley se encontrou com o papa, o PMA emitiu um comunicado à imprensa conjunto com o Unicef. A mensagem alerta que milhões de crianças perderam mais de 39 bilhões de refeições na escola desde o início da pandemia. A reportagem é de Carol Glatz, publicada por Catholic News Service, na quinta-feira (28). A tradução é de Moisés Sbardelotto (Adital/Unisinos). Com sede em Roma, o PMA é a maior organização humanitária do mundo que enfrenta a fome e promove a segurança alimentar.
A audiência papal privada foi realizada na Biblioteca Apostólica do Vaticano, no dia 28 de janeiro, e o Vaticano forneceu fotos, mas nenhum outro detalhe. O PMA, no entanto, divulgou comunicado dizendo que foi uma reunião de 40 minutos durante a qual Beasley “expressou temores específicos sobre a fome que se aproxima em vários países ao mesmo tempo que a covid-19 está devastando comunidades ao redor do mundo”. O comunicado, divulgado na quinta-feira, dizia: “Beasley também informou ao Papa Francisco sobre o seu apelo aos bilionários que ficaram mais ricos durante a pandemia da covid-19 para se manifestarem e financiarem esforços para apoiar os pobres e famintos”.
O PMA estima que cerca de 270 milhões de pessoas enfrentarão uma fome severa neste ano, alimentada pela Covid-19, por conflitos, choques climáticos e outros fatores, disse o comunicado. A reunião aconteceu um dia depois de Beasely ter participado da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, que foi realizada tanto online quanto pessoalmente, em Davos, Suíça. O encontro de 26 a 29 de janeiro incluiu líderes governamentais e empresariais de todo o mundo e teve como tema “The Great Reset” (O Grande Recomeço) como parte de uma convocação para que os líderes se comprometam a garantir que os sistemas econômicos e sociais globais sejam mais justos, sustentáveis e resilientes.
Falando remotamente para a reunião do dia 27 de janeiro, Beasley disse que a pandemia da Covid-19 mostrou como é importante reforçar as cadeias de suprimentos vulneráveis para os países pobres que não conseguiram fornecer alimentos para sua população, de acordo com a Associated Press.
“Se você acha que teve problemas para conseguir papel higiênico em Nova York por causa da interrupção da cadeia de suprimentos, o que você acha que está acontecendo no Chade, no Níger, no Mali e em lugares como esses?”, disse ele em sua fala.
O sistema global de abastecimento de alimentos funciona, mas a pandemia piorou as fraquezas, disse ele. Além disso, 10% da população mundial sofre de extrema pobreza e precisam ser contatadas de forma proativa pelos fornecedores.
“Com 270 milhões de pessoas à beira da fome, se não recebermos o apoio e os fundos de que precisamos, vocês terão fome em massa, terão desestabilização das nações e terão migrações em massa. E o custo disso é mil vezes maior”, disse ele.
Eles pediram maior apoio dos governos para que possam reabrir as escolas com segurança e fazer com que os programas de alimentação escolar funcionem novamente para evitar uma “crise nutricional”.
A merenda escolar, disse o comunicado de imprensa conjunto, é “muitas vezes a única refeição diária nutritiva que as crianças recebem”. Portanto, “deve ser priorizada nos planos de reabertura das escolas”, que incluem medidas de prevenção de infecções, como água limpa e sabão em todas as escolas.
Os programas de merenda escolar também foram um incentivo adicional para que as crianças, especialmente as meninas, frequentassem a escola. E as últimas estimativas mostram que 24 milhões de crianças em idade escolar correm o risco de abandonar a escola devido à pandemia, acrescentou.
O PMA, disse o comunicado, tem ajudado os governos a preencher a lacuna com comida para levar para casa, transferências de dinheiro ou vales-alimentação. De janeiro a setembro de 2020, mais de 13 milhões de crianças em idade escolar receberam apoio escolar do PMA. E no ano anterior foram 17,3 milhões no mesmo período, disse.
Beasley também alertou recentemente o Conselho de Segurança da ONU sobre a fome iminente no Iêmen.
Dirigindo-se ao conselho em meados de janeiro, ele disse que o PMA precisava de “cerca de 860 milhões de dólares apenas para evitar a fome. E isso por seis meses”.
“Estamos lutando agora para alimentar 13 milhões de pessoas”, e, sem o dinheiro, essas comidas serão cortadas, empurrando 80% da população para uma crise nutricional mais profunda.
“Como eles vão conseguir comida? E como vão conseguir combustível? Como vão conseguir remédios? Vai ser uma catástrofe (…) Vamos ter uma catástrofe em nossas mãos.”
Este crime, o de disseminação de uma epidemia no Brasil, é o motivo alegado por notáveis que integraram a Procuradoria Geral da República a pressionar o atual PGR, Augusto Aras, a abrir uma investigação contra Jair Bolsonaro. Saiba mais:
Sputnik – Ex-integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentaram a Augusto Aras, procurador-geral da República, um documento em que pedem que ele ofereça ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro.
O motivo do pedido é a atuação do presidente quanto à pandemia de COVID-19. Segundo os procuradores, Bolsonaro cometeu o crime de favorecer a disseminação de uma epidemia, que está previsto no Código Penal e tem pena que vai de cinco a 15 anos de prisão.
De acordo com o G1, que teve acesso ao documento, os procuradores afirmam que "da mesma forma que alguém que agrava uma lesão existente responde por lesão corporal, presidente que intensifica a epidemia existente responde por esse crime".
O documento lista dez condutas do presidente que configuram crime por parte de Bolsonaro, na opinião dos procuradores. Entre as condutas, está a posição contrária à vacinação; a má condução da distribuição das vacinas; a imposição de obstáculos para a aquisição de insumos como seringas e agulhas; a ausência de resposta à carta da Pfizer; e as declarações contrárias à CoronaVac.
As outras cinco condutas são o desrespeito à Organização Mundial da Saúde (OMS); a má utilização de recursos públicos na produção de hidroxicloroquina e ivermectina; a apologia ao uso de remédios ineficazes contra a COVID-19; a prescrição de "tratamento precoce" contra a COVID-19; e o veto a trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021 que impedia o contingenciamento de despesas relacionadas ao combate da pandemia.
"Jair Bolsonaro sempre soube das consequências de suas condutas, mas resolveu correr o risco. O caso é de dolo, dolo eventual, e não culpa", afirmam os procuradores no documento.
Nesta sexta-feira (29), o Brasil registrou a maior média móvel de mortes causadas pela COVID-19 desde julho, com um aumento de 12% em relação a 14 dias atrás. Nas últimas 24 horas, o país teve 1.099 novas mortes pela COVID-19 e 58.691 novos casos da doença.
No site Brasil 247
A cerimônia virtual, transmitida ao vivo pelo canal do TJCE no YouTube, foi conduzida pelo desembargador Washington Araújo, que presidiu o Poder Judiciário no biênio 2019-2021. No discurso de despedida, o desembargador Washington Araújo fez breve avaliação da gestão. Também deu boas-vindas à nova presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, que exerceu a Vice-Presidência no biênio 2019-2021, e enalteceu as qualidades da gestora. “O trajeto existencial da desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira é marcado pelo percurso sereno, pelo caminhar sintonizado com o sol dos grandes valores”.
A nova dirigente do Poder Judiciário ressaltou que trabalhará para incrementar a produtividade sem deixar de lado a humanização dos serviços prestados pela Justiça estadual.
Bandeiras de tecido da propaganda do candidato Arthur Lira (PP-AL), sob slogan “Para toda a Câmara ter voz”, contrastam com a riqueza de vários painéis eletrônicos gigantes do adversário Baleia Rossi (MDB-SP), montados na Esplanada dos Ministérios, além balões e faixas em material sintético, as mais caras do mercado, e caminhões com painéis eletrônicos estacionados em locais estratégicos. O valor médio do aluguel diário para um caminhão equipado com painéis de Led é de R$ 2 mil.
Apesar da ostentação, a candidatura de Baleia Rossi não tem sido apontada como a favorita na disputa. O candidato apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem feito uma campanha mais voltada para o público externo, como se fosse uma eleição popular, enquanto Arthur Lira se dedica mais ao “público interno”, isto é, o eleitorado de 513 deputados.
(Diário do Poder)