Proposta obteve apenas 229 votos dos 308 necessários para ser aprovada; decisão é mais uma derrotada para o governo Bolsonaro.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que instituía o voto impresso auditável nas eleições brasileiras foi rejeitada pelo plenário da Câmara dos Deputados em sessão na noite desta terça-feira, 10.
A matéria obteve apenas 229 votos dos deputados. Eram necessários 308 votos para seguir em votação.
A decisão do plenário da Câmara representa mais uma derrotada para o governo de Jair Bolsonaro, uma vez que o voto impresso é uma das principais bandeiras do atual chefe do Executivo.
Entenda
Rejeitada em comissão especial que analisou seu mérito, a PEC foi levada ao plenário pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), sob o pretexto de encerrar a discussão de uma vez por todas com a votação.
A proposta vem sendo defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e aliados. Em uma de suas vária defesas do que chamou de "voto auditável" - o atual sistema já é auditável e o que o presidente e seus aliados defendem é a impressão do voto - Bolsonaro chegou a dizer que não aceitaria o resultado das próximas eleições caso considere que elas não tenham ocorrido de maneira "limpa".
Também elegeu como alvo favorito o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, a quem fez ataques pessoais e acusou de interferência indevida no processo legislativo. Barroso, que reafirma publicamente a segurança do atual sistema e a inviolabilidade das urnas eletrônicas, posicionou-se contra a PEC em audiências com parlamentares.
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