Um agente penitenciário, que preferiu não ter a identidade revelada, apresentou ao Ministério Público do Ceará (MPCE) uma série de denúncias contra a direção da Penitenciária Industrial Regional do Cariri (PIRC), conhecida como “Tourão”. As informações, ainda não confirmadas oficialmente, indicam supostas práticas irregulares dentro da unidade prisional.
De acordo com o denunciante, um lava-jato estaria funcionando dentro do presídio para lavagem de veículos particulares, utilizando mão de obra de detentos. O agente afirma que os valores cobrados pelo serviço seriam recebidos pelos próprios internos, sem qualquer prestação de contas à administração.
O relato também aponta que produtos cultivados na horta comunitária da PIRC, originalmente destinados à alimentação dos presos, estariam sendo vendidos a um estabelecimento chamado Quintal Cariri, localizado em Juazeiro do Norte. Ainda segundo a denúncia, internos teriam sido orientados pela direção a cortar fios de cobre da própria unidade para comercialização.
Outro ponto destacado é que apenas detentos com melhor situação financeira estariam sendo selecionados para exercer atividades de trabalho dentro do presídio — função que garante direito à remição de pena. O agente afirma ainda que há presos dispostos a confirmar as informações junto às autoridades.
Estrutura e superlotação
Inaugurada em 17 de novembro de 2000, a PIRC possui capacidade para 549 detentos, mas atualmente abriga cerca de 900 internos, segundo dados extraoficiais. A unidade opera em regime fechado e conta com setores como horta, padaria, escola, biblioteca e módulos industriais.
A direção da PIRC ainda não se manifestou sobre as denúncias apresentadas.
Por: Redação Caririensi
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